Por que regularizar o imóvel
No Brasil, a propriedade de um imóvel é transferida com o registro no cartório de imóveis, e não apenas com o contrato (Código Civil, art. 1.245). Sem o registro, é mais difícil vender, financiar, doar ou deixar o imóvel em herança, e o proprietário no papel pode ser outra pessoa.
Situações que costumam exigir regularização
- Imóvel comprado apenas por contrato particular (o chamado "contrato de gaveta").
- Matrícula em nome de pessoa falecida, sem inventário.
- Construção ou reforma não averbada na matrícula.
- Divergências de nome, área ou estado civil na matrícula.
- Posse antiga sem título formal.
- Imóvel em loteamento ou ocupação irregular.
Caminhos que podem ser analisados
- Escritura e registro: formalizar a transferência quando há compra e venda anterior.
- Inventário e partilha: regularizar o imóvel deixado por pessoa falecida, em cartório ou na Justiça.
- Averbação da construção: registrar na matrícula a edificação, com a documentação exigida pela prefeitura.
- Retificação de registro: corrigir dados que não conferem com a realidade.
- Usucapião: reconhecimento da propriedade por posse prolongada, que pode ser feito em cartório ou na Justiça, conforme o caso.
- Regularização fundiária (Reurb): para áreas ocupadas de forma irregular, nos termos da lei.
Importante: o texto acima é informativo e geral. Cada caso tem particularidades, e não há como afirmar o resultado sem examinar os documentos.
Documentação imobiliária
A análise de um imóvel começa pela matrícula atualizada, que mostra o proprietário, as características do bem e eventuais ônus, como hipoteca, penhora ou alienação fiduciária. Também são importantes as certidões negativas, a situação de tributos como o IPTU e os documentos da construção.
- Matrícula atualizada do imóvel.
- Certidões negativas do imóvel e do vendedor.
- Comprovantes de pagamento de IPTU e de taxas.
- Habite-se, planta e documentos da obra.
- Contrato de compra e venda e comprovantes de pagamento.
Compra e venda de imóveis
Antes de fechar o negócio, vale conferir a situação do imóvel e do vendedor. Alguns cuidados:
- Solicitar a matrícula atualizada e conferir quem é o proprietário.
- Verificar se há penhoras, hipotecas, alienação fiduciária ou outros ônus.
- Pedir certidões do vendedor, que podem indicar riscos de ações e dívidas.
- Formalizar o contrato com preço, prazos e condições claros.
- Concluir com escritura (quando exigida) e registro na matrícula.
- Considerar o pagamento do ITBI e de outras despesas de transferência.
Documentos que ajudam na análise
- Documentos pessoais das partes envolvidas.
- Contratos, recibos e comprovantes de pagamento.
- Matrícula, escritura ou documento de posse.
- Certidão de óbito e certidão de casamento, em caso de herança.
- Comprovantes de posse prolongada, como contas e IPTU, quando a hipótese for de usucapião.
Cuidados
- Evite pagar o valor integral antes de verificar a documentação.
- Desconfie de negócios que dispensam escritura e registro.
- Não construa nem faça grandes investimentos em imóvel sem situação regular, sem avaliar os riscos.
Como funciona a análise no escritório
- Contato inicialVocê apresenta brevemente a sua situação, pelo WhatsApp ou pelo formulário.
- Análise dos documentosOs documentos e as provas são examinados para identificar os pontos relevantes do caso.
- OrientaçãoVocê recebe uma explicação clara sobre os caminhos possíveis, os riscos e os próximos passos.
Perguntas frequentes
Preciso de escritura mesmo com contrato de compra e venda?
O contrato é importante, mas a transferência da propriedade depende do registro. Em muitos casos a escritura também é exigida. Cada caso deve ser verificado.
O que é usucapião?
É a forma de adquirir a propriedade por posse prolongada, com requisitos como tempo, ausência de oposição e intenção de dono. Pode ser feita em cartório ou na Justiça.
O imóvel está em nome de quem faleceu. O que fazer?
Normalmente é necessário fazer o inventário e a partilha, em cartório ou na Justiça, para que o imóvel passe aos herdeiros ou a quem o comprou.
Posso regularizar construção sem habite-se?
Em muitos casos há possibilidade de regularização, mas depende das exigências da prefeitura e da situação da obra.
Quanto tempo leva a regularização?
Depende do caminho, dos documentos e dos órgãos envolvidos. Na análise inicial é possível ter uma ideia das etapas.